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Alimentação e medicina
 
Alimentação

milhoOso Os índios possuem uma alimentação saudável, pois retiram seus alimentos da natureza. Estes alimentos naturais são ricos em vitaminas, sais e nutrientes. Eles não consomem, ou pelo menos não consumiam produtos industrializados, ficando salvos de ingredientes nocivos e artificiais encontrados na indústria alimentícia.
 
Para eles não existem doenças que estamos acostumados a ouvir nas grandes cidades como: depressão, obesidade, pressão alta e outros. Isso é notado quando observamos a aparência dos indígenas.

Os pratos típicos dos povos indígenas mais conhecidos são: Tapioca, pirão, pipoca, beiju.

As mulheres sempre preparam os alimentos e os homens caçam e pescam. Abaixo segue um exemplo da alimentação dos Tuyuka:

Pesca e caça Tuyuka

A variedade de pratos e a preparação deles também vai variar de acordo com cada povo. No Parque do Xingu (Mato Grosso) encontra-se diversas tribos indígenas que são diferentes tanto em linguagem, quanto em estrutura social e cultural. Segue abaixo alguns pratos típicos destas populações:

  • Kanape ou pão de mandioca com amendoim - A mandioca  é colocada na água e após amolecer, é descascada. Depois  de secá-la ao sol amassa-se a massa no pilão e logo em seguida, ela é peneirada e misturada ao amendoim. Formando-se uma bola com água é necesário colocá-la na brasa para torrar um pouco e está pronto o prato Xingu. 
  • Mutap - O peixe é tratado e colocado em uma panela para cozinhar  (cerca de 40 minutos) com água, sal e pimenta. Após o peixe amolecer é necessário colocar farinha de mutap e mexê-lo. Quando ficar pronto ele é comido com mingau de milho ou com amendoim e arroz.

O que comer na adolescência?


alimentacaoAo deixar a fase infantil, meninos e meninas aprendem com seus familiares todas as atividades relacionadas aquela tribo e que precisarão conhecer quando se tornarem adultos e tiverem sua família.

Em algumas comunidades estes meninos(as) ficam afastados das pessoas por um tempo, devendo respeitar algumas regras de seu povo. Esse período é chamado de reclusão ou resguardo. Ex.: A moça Yudja não pode comer frutas que amadureçam muito cedo (melancia, mamão), não deve cozinhar ou mexer com fogo, só podem ter contato com a família e apenas a mãe ou as irmãs mais velhas irão cuidar dela.

No momento da reclusão da mulher que acontece após a primeira menstruação e do homem após o recluso, ambos devem comer os seguintes alimentos: beiju de polvilho, farinha fina, peixe cozido e assado sem sal e mingau de mandioca. Um ensina a fazer rede, tecelagem, pintura no corpo e o outro a fazer arco, flecha, remo, peneira e tudo aquilo que uma menina(o) precisa aprender. A menina deve beber ervas e vomitá-las para limpar o corpo e tomar banho com elas. O menino também precisa tomar as ervas para vomitar, tomar banho, pingar nos olhos ou passar algumas no corpo. Nesse tempo a pessoa passa da fase infantil para a fase adulta.


Medicina

fitoterapia.jpgNas aldeias indígenas de uma forma geral o tratamento e cura de doenças é feita pelos curandeiros ou pajés que possui práticas mágicas. As crenças indígenas são baseadas nos poderes espirituais que também podem ser utilizados como cura ou também para causar doenças. Cada grupo indígena tem o seu processo de cura.
 
Por exemplo, os xamãs como  foi explicado no tópico O mundo espititual indígena, eles são uma espécie de médico-pajé que entram em estado de êxtase (a alma sai do corpo e e percorre vários lugares). Os Yanomami, por exemplo, nos rituais de cura, o xamã cheira um pó alucinógeno no qual abre a floresta para os “Xapori”, os assistentes que auxiliam nos rituais. Para entender a medicina indígena é necessário entender os mitos e rituais que cercam um povo.

Assim, para que haja a cura da doença, a crença deve vir:
 
  • Da pessoa;
  • Do curandeiro;
  • Da sociedade.
 
Isso não acontece somente na medicina indígena, mas nas outras sempre deve-se ter a cooperação do indivíduo para que a doença possa ser curada.  Uma cura mágica proveniente da fé. Além disso, as ervas medicinais não são excluídas pelos pajés ou xamãs, elas possuem princípios ativos que são um ótimo remédio para a cura de doenças.

 

Alta qualidade de vida

 
A qualidade de vida dos índios são melhores do que a do homem urbano. E isso é resultado das atividades físicas, das dietas, da ausência de drogas e de uma vida turbulenta vivida por muitos, com a correria das grandes metrópoles. Apesar de haver curandeiros para comandar a medicina, há doenças desconhecidas das quais índios morrem por não encontrarem a cura.

Durante muito tempo a medicina indígena, antes da chegada dos europeus, foi considerada mais avançada do que a da Europa. Com o conhecimento de duas mil plantas medicinais, a eficiência que possuíam na época podia curar doenças que precisavam de fazer cirurgias e até mesmo de fraturas ósseas. Rafael Valdés Aguilar, doutor e professor da Escola de Medicina da Universidade Autônoma de Sinaloa, explica que essa medicina é cara e também há pessoas que querem se beneficiar dos métodos naturais vendendo produtos sem efeito e há muito preconceito pelos científicos por se tratar de métodos desconhecidos.  

Segundo a Fundação Nacional do Índio, há plantas e ervas que possuem efeito quando utilizados, e, através dos conhecimentos dos índios brasileiros das espécies de plantas  há uma contribuição tanto para a cura de diversas doenças, quanto para a caça e pesca, na fabricação de objetos e outros elementos. Um exemplo são os índios que vivem no Estado do Acre, eles sabem como utilizar as plantas de forma adequada. E daí vemos a criação de produtos da floresta, desde remédios até cosméticos.
 
amazonianasmãosPara tanto, a Prefeitura do Acre em parceria  com várias entidades, dentre elas o Sebrae/Ac,  anualmente, realiza a Feira de produtos da Floresta do Acre (FLORA) e nela são difundidas pesquisas sobre os produtos florestais não-madeireiros, a criação de mercados para os produtos, despertar o uso e aproximar os investidores.
 
Exemplo de produtos utilizados pelos índios e por empresas especializadas em produtos naturais:
 
Pó de Guaraná, Óleo de Copaiba, Óleo de Andiroba, Casaca de Açoita Cavalo, Catuaba, Casca de Barmitão, Casca de Murapuama, Saracura-mirá, Casca de Assacu, Casca de Moruré e outros.