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Brasil antes dos europeus
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Antes da chegada dos europeus nota-se que não existia documento escrito para comprovar sua história. Os índios não dominavam a escrita. O que apenas havia era comunidades que através de seu mitos e relatos buscavam passar a sua história para gerações.

Os relatos que temos é das crônicas redigidas por europeus mostrando o modo de vida indígena. A partir disso foi possível descobrir como era uma sociedade indígena. Sem uma visão capitalista, que é a que temos hoje, os índios buscavam a igualdade e pouco havia disputa de poder. Além disso, a forma que eles cuidavam do meio, constituía o campo financeiro desta sociedade, ou seja, eles produziam de forma a não destruir o meio e também sem obtenção de lucro.

A relação deles era puramente de trocas culturais, sociais e cosmológicas. Eles optavam por viver em harmonia com a natureza e com o mundo. Essas sociedades também buscavam reproduzir a solidariedade. A carta de Pero Vaz de Caminha, um escrivão e escritor brasileiro, que enviou o primeiro documento da nossa história para D. Manuel I ( rei de Portugal) foi responsável por relatar minunciosamente o primeiro contato com os portugueses. Nas cartas ele demonstra a pureza e simplicidade dos povos ao caminhar nus ao redor deles.

Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobre-pente, de boa grandeza, rapados todavia por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira, de penas de ave amarela, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena por pena, com uma confeição branda como, de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar.

(...)Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata!”

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha
NUPILL - Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística

O conhecimento como chave para a sobrevivência

conhecimentoPara eles inicialmente o conhecimento era peça fundamental para à sobrevivência, além de representar um equilíbrio nas relações sociais e culturais dos indivíduos das sociedades. Sendo assim, não havia divisão de classes sociais, cada um fazia a sua parte, pois o trabalho era executado em equipe.
 
A divisão das tribos indígenas brasileiras é feita com relação ao tronco linguístico que faziam parte: aruanques e caraíbas (Amazônia), tupi-guaranis (litoral), macro-jê ou tapuias (Região do Planalto Central).   

Com as cartas de Pero Vaz de Caminha e outros relatos de alguns europeus podemos entender um pouco sobre o passado dos índios brasileiros, onde eles sempre buscavam padronizar os nativos dando a eles características semelhantes: belos, fortes e livres.